25.6.09

Michael Jackson dies

1958 - 2009

Michael Jackson, o “Rei da Pop”, morreu aos 50 anos, vítima de uma paragem cardíaca. Ao início da tarde de ontem (horário da Califórnia) os serviços de emergência médica foram chamados à sua residência para socorrer o cantor, aparentemente em paragem respiratória — poucas horas mais tarde, já a partir do hospital universitário UCLA, para onde foi transportado, surgia a confirmação da morte.


A música de Michael Jackson marcou de forma indelével os anos 80 e influenciou toda uma geração de músicos. O seu álbum “Thriller”, lançado em 1982, é um ícone da música pop e continua a ser o disco mais vendido da história da música. E os vídeos que acompanharam os seus sucessos transformaram a indústria, abrindo a porta ao sucesso dos canais televisivos musicais como a MTV.

Michael Jackson admitiu publicamente ter-se submetido a várias cirurgias plásticas e ter lutado contra dependências de comprimidos e estupefacientes. Um polémico documentário realizado pela britânica Granada Television, em 2003, deixava implícitos vários casos de abuso sexual de crianças que Jackson acolhia no seu rancho.

Um desses casos chegou a tribunal: em 2005, foi acusado de abusar de um rapaz de 13 anos e julgado pelo crime de pedofilia num mediático processo, no qual terminou absolvido. Depois disso, o cantor saiu dos Estados Unidos e foi viver para o Bahrain.

Jackson procurava agora reavivar a sua carreira com uma série de 50 concertos na O2 Arena de Londres, cujos bilhetes esgotaram poucas horas depois de serem postos à venda. De acordo com a imprensa norte-americana, esses espectáculos seriam uma espécie de pontapé de saída para uma tournée mundial de três anos e um novo álbum de originais. Além disso, Jackson tinha planos para transformar o seu mítico “Thriller” numa espécie de musical para casino, a apresentar em Las Vegas e Macau.

A notícia da sua morte foi recebida com choque e consternação nos Estados Unidos (e em particular pela comunidade afro-americana que via Jackson como um emblema da cultura negra no país). Os fãs começaram imediatamente a reunir-se nas imediações do centro médico da UCLA e da casa de Bel-Air que o músico alugara recentemente.


Muitos odiavam - no por tudo o que supostamente fez a crianças, outros odiavam-no por ter rejeitado a cor verdadeira da sua pele mas à margem de tudo isto, é inegável todo o sucesso que ele teve, todo o talento, toda a fama que conseguiu... Há já quem diga que foi o Elvis da sua época.
O mundo perdeu uma das suas mais brilhantes estrelas...

by Guardian of Mirrors

1 comentário:

Anónimo disse...

Tens toda a razão quando dizes que o mundo perdeu uma das suas mais brilhantes estrelas!
Não era de todo um artista que eu ouvisse de forma regular, mas como um verdadeiro apreciador de música e de expressões culturais em geral que me considero, sei ver que à margem de todo o circo criado à volta de boatos, extravagâncias e factos concretos sobre a sua vida, havia ali uma força enorme de Arte no verdadeiro sentido da palavra, quer a nivel musical, quer a nível cénico, e até mesmo lírico!
Dá também para ver que por detrás da personagem era alguém que acreditava verdadeiramente no que fazia, no que representava, e no que movia! (Ninguém consegue fingir ser alguém assim tanto tempo!)
Perde a arte, mas agora que o homem morre começa a lenda!